01 outubro 2011

A PANIB na história da FUNDHAS Unidade Dom Bosco

A PANIB na história da Fundhas Dom Bosco



 A Unidade Profissionalizante D. Bosco tem três fortes pilares que sustentam o trabalho social:
FUNDHAS – mantenedora de todos os salários de funcionários, bem como responsável pelos cursos aqui ministrados.
Cruzada Paroquial de Assistência – proprietária do prédio Casa dos Jovens D. Bosco
PANIB – Pastoral Nipo Brasileira, que ajudou a terminar o prédio principal e angariou verbas necessárias para a construção da Oficina Mecânica e Auto Elétrica.

 A PANIB


O Brasil tem grandes problemas a serem resolvidos, entre eles a busca de uma melhor educação para os nossos jovens e a diminuição da pobreza de nosso povo, apesar desse país ser muito rico.
Vendo estas deficiências em 1986 o Pe. Lucas Daiju Chiba orientou o trabalho da PANIB com pessoas carentes, idosas e crianças ao mesmo tempo em que procurava colaboradores no Japão.
Pe. Lucas nasceu no Japão, morou aqui em São José Campos nove anos e logo que chegou ao Brasil assumiu a orientação da Pastoral Nipo Brasileira.
A PANIB funciona com doações de sócios contribuintes, bazar da pechincha e a famosa Noite do Yakisoba que acontece todos os anos mês no de maio.
No começo ajudamos por dois anos o Patronato São José com um salário mensal e com a ajuda vinda da igreja de Nobeoka (Japão).
Em 1992 o líder Sr Massao, visitou varias igrejas no Japão e contou como era o nosso trabalho para minimizar os efeitos da pobreza no Brasil, e os grupos católicos, comovidos fizeram uma arrecadação que deu um grande salto em nosso trabalho.
Voltando ao Brasil, Sr Massao procurou a prefeitura de São José dos Campos e verificou onde o trabalho da Assistência Social tinha dificuldade de atingir.
Foi levantada a necessidade de 14 cadeiras de rodas, bens como móveis que foram comprados e distribuídos para várias entidades sociais. No caso das cadeiras de rodas foi verificado que não havia uma oficina em São José dos campos que fizesse os consertos nas cadeiras de rodas, então foi fundada uma oficina que funciona até hoje na Retificadora de Motores Valparaiba.
A PANIB compra as peças necessárias e a mão de obra é feita pela Retificadora de Motores Valparaiba.
No ano que faleceu o Pe. João, dona Tioka Hayashi do Nascimento estava à frente da administração das obras do padre João e pediu para a PANIB ajuda montar a Escola Profissionalizante D. Bosco, hoje FUNDHAS Dom Bosco
Quando informamos, Pe. Lucas do pedido de dona Tioka este respondeu apenas “ajuda”, esta pequena palavra foi à senha que abriu os corações e mobilizou toda a PANIB de São José dos Campos em torno desta grande obra iniciada pelo padre João.
Pe. Lucas foi ao Japão várias vezes, sempre trouxe apoio e palavras de encorajamento dos cristãos católicos que lá estavam em um dos seus retornos trouxe a novidade na forma de 4,5 toneladas de roupas de excelente qualidade que infelizmente ficou retida na alfândega de Santos devida a mudanças da lei de doações a entidades filantrópicas que procurava inibir o contrabando da falsa filantropia e acabou atingindo a nossa Pastoral
Lutamos nos tribunais por longos 3,5 anos e com ajuda de deputado do Vale conseguimos a liberação das roupas que foram vendidas em muitas feiras de pechinchas e com a arrecadação mais colaborações no Japão conseguimos em parceria com FUNDHAS inaugurar em 1997.
Os cursos na época da inauguração foram;
·   Curso de Padaria que foi patrocinado pelo senhor Sr Hugo Rosenquist da Finlândia
·   Curso de Costura, graças à ajuda da Caritas do Japão.
·  Curso de Culinária, patrocinado pela dona Massako Mitsui nossa colaboradora no Japão.
·  Auxiliar de Escritório, o qual compramos os móveis e maquinas de escrever com os nossos próprios fundos.
·   Curso de Cabeleiras (os) com equipamentos comprados com fundos próprio

A PANIB Pastoral Nipo-Brasileira não pode ficar restrita a ações dentro da comunidade japonesa, pois nossos imigrantes quando aqui chegaram tiveram várias barreiras, tais como a língua, a terra estranha, e o povo brasileiro nos ajudou muito a superar estas barreiras facilitando a nossa integração, agora, sendo possível ajudamos brasileiros que precisam.

Colaboração Sr. Rokuyuki Senda, 
E-mail;  ssrokuyuki@zipmail.com.br, 
rsenda@uol.com.br

Quem foi Hélio Augusto de Souza?


 por Ubiratan Fazendeiro

Filho de imigrantes portugueses, nascido em São Paulo no dia 27 de junho de 1947, atuou como professor universitário na UNIVAP (Fundação Vale Paraibana) de Ensino do curso de Serviço Social, e sempre se preocupou com as questões sociais de São José dos Campos. Na década de 70, ajuda a criar o “Clubinho”, no qual os adolescentes participantes eram chamados de fiscais do lixo, e em 1975 ajuda a criar o Programa de Menores, que consistia na sistematização do trabalho de adolescentes, que mais tarde recebeu o nome de COSEMT (Centro de Orientações Sócio Educativa do Menor Trabalhador).
Em 1979, São José dos Campos vivia a agitação das eleições municipais. Hélio saía candidato a vice-prefeito em uma das chapas. Sua oratória vigorosa e seu poder de argumentação brilhante foi determinante para o resultado do pleito.
Mas como vice-prefeito não se limitou a um papel decorativo. Fez um excelente trabalho de integração e interface com as secretarias. Coube-lhe, várias vezes, intermediar alguns conflitos da Administração e grupos de interesses variados. Com sua habilidade política, Hélio sempre encontrava uma solução conciliatória.
Como membro da Fundação Pedroso Horta do PMDB, mobilizou a Marcha pelas Diretas Já até a capital paulista, iniciada na manhã do dia 23 de janeiro de 1984 com 300 pessoas saindo em passeata da Praça Afonso Pena carregando uma bandeira especialmente confeccionada para a marcha, que passava de mão em mão, simbolizando a motivação da caminhada até a Praça da Sé em São Paulo, ganhando a adesões de mais participantes durante o percurso. Ao chegar na praça da Sé eram cerca de mil e duzentos joseenses e outros valeparaibanos reunidos com cerca de 400 mil pessoas, no dia 25, para o histórico comício pelas Diretas Já.
Em 1985, junto a SME promoveu as JISC (Jornadas Estudantis de Integração Sócio Cultural), gincana cultural que mobilizou todas as escolas do município. Nunca São José dos Campos viu tantos estudantes participarem com tamanho entusiasmo de uma iniciativa do poder público. Marcou época!
Hélio, como assistente social, tinha uma preocupação especial com o atendimento às crianças e aos adolescentes. Envolveu-se em vários projetos dessa natureza.
Em 1986, o prefeito Robson Marinho deixou o cargo para candidatar-se a deputado constituinte e Hélio Augusto assumiu a Prefeitura. A cidade empolgou-se com seu dinamismo. Nesse período, desenvolveu um programa de trabalho priorizando a área social, inclusive promovendo o projeto COSEMT para depois transformá-lo numa fundação pública (futura FUNDHAS).
Foi dele a iniciativa de criar a Frente Nacional em Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, movimento de repercussão nacional. Lançou sementes preciosas que frutificaram, em programas pioneiros para colocar a criança num capítulo da nossa lei maior, com base em preceitos advogados pela ONU, que ajudou  a influenciar a Assembléia Constituinte (1986 a 1988) a criar o ECA (Estatuto da Criança e Adolescentes).
A FUNDHAS foi criada obedecendo preceitos desta lei antes mesmo dela existir, e também não foi por acaso que logo após a homologação do ECA, São José dos Campos institui o primeiro CMDCA e o Conselho Tutelar.
Dele o povo esperava grandes realizações, mas assim não queria o destino. A morte levou-o poucos meses depois. São José chorava em 28 de outubdo1986 a perda de Hélio Augusto de Souza. Faleceu como prefeito. Ficou apenas seis meses no poder e foi vítima de um câncer.
No mesmo ano ocorre a efetivação da FUNDHAS, que recebe o seu nome para homenageá-lo, em decorrência dos seus ideais humanitários.

“É passível de ser aceito, que uma criança possa ser vítima de seu próprio destino, mas é absurdo aceitar que se torne ela vítima da negligência da sociedade ou de quem a gerou "
 Hélio Augusto de Souza






1 de outubro de 2011